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Reinaldo, o chato
Chato! Para alguns, esta forma de tratamento pode parecer ofensa, mas para Reinaldo Vinícius Gonçalves Vieira, 21 anos, acadêmico em Direito nas Faculdades Curitiba, o apelido é uma identidade conquistada, assegurada por um perfil gincaneiro inconfundível. O Point Virtual do Gincaneiro traz, aqui, o perfil do chato mais chato do pedaço, um gincaneiro que tem muitas bons casos pra contar! Líder gincaneiro apaixonado por sua equipe, a Head Hunters, de Curitiba, esse líder faz parte da história gincanas em sua região! Detona, Reinaldo! Este espaço é todo seu! 

A galera da Head Hunters, a equipe "do coração"!

* Fala a verdade: você é "chato", mesmo?
O apelido... Na verdade surgiu porque eu treinei capoeira durante seis anos e na capoeira todos ganham um apelido quando recebem a primeira graduação. Este apelido veio porque durante uma semana seguida eu perguntei pro pessoal da academia de quem era um carro de Blumenau que estava ali parado...aí pegou.
A divulgação no mundo gincaneiro veio porque chamei alguns amigos do segundo grau para treinar comigo, depois disto o apelido se propagou pelo colégio e, de “Vina” passei a “Chato”. Com o passar do tempo e das gincanas fui percebendo que sou realmente um chato, mas acredito que para o lado bom. É que gosto das coisas bem certas, os assuntos bem resolvidos e quando não entendo uma situação faço várias perguntas, mas garanto que tem uns na equipe que conseguem ser mais chatos... Huahuahauah!!!


* Cumprindo tarefa... Desde quando?
Sou gincaneiro desde 1996, quando o Colégio Bom Jesus (Curitiba), onde eu estudei, organizava uma gincana anual somente com a parte cultural, de busca e artística...Posso dizer que gincana é a melhor droga que já inventaram, a minha primeira e única equipe é a HEAD HUNTERS. Tudo começou com algumas reuniões durante o recreio e pronto: decidimos o nome, de modo democrático, como sempre foi a HEAD HUNTERS. Estava fundada uma das equipes que, hoje, é uma das mais conhecidas em Curitiba. Até 2001 participei só da gincana organizada pelo Bom Jesus - vale lembrar, uma das maiores de Curitiba. Então, conheci o pessoal da equipe Pendragon. Participei com eles da Gincana do Clube Três Marias em 2001, esta sim a maior gincana de Curitiba. Deixando bem claro que a Head Hunters Competições não participava desta gincana, senão é lógico que correria gincana pela minha equipe. Por motivos que não valem a pena comentar, saí da Pendragon e estruturamos a Head para também participar da Gincana do Três Marias em 2002. E digo a todos os gincaneiros: é muito bom lutar por algo que você realmente acredita, não pelo resultado, mas pelas pessoas que estão à sua volta, dá orgulho de ver um “head hunter” correndo gincana.

* Gincana: que "barato" é este?
O maior barato em ser gincaneiro, para mim, é ver principalmente a minha mãe totalmente envolvida, vestindo a camiseta da equipe sempre, emprestando a casa para servir de QG, ajudando com quase metade da parte filantrópica (que não é pouca!), ver a minha casa cheia de amigos, ficar mais de 72 horas acordado cumprindo prova, pois aqui em Curitiba as gincanas rolam 24h direto. Quando o QG não é aqui em casa, é divertido morar mais de um mês no QG e voltar para casa só para pegar roupa limpa e pôr as sujas para lavar, tantas coisas que não consigo nem explicar... Mas...a melhor de todas é ver uma multidão de pessoas com os olhos brilhando e muitas vezes cheio de lágrimas quando erguemos o troféu da vitória...gritando Head Hunters... Acredito que este é um momento inesquecível na vida de qualquer gincaneiro e somente quem já sentiu isto pode me entender...
 

O Reinaldo "Chato"... Em boa companhia!


* Momentos inesquecíveis...
Uma tarefa inesquecível: foi a primeira prova que a Head Hunters cumpriu, em 96. Tenho orgulho de dizer que, na história da minha equipe, fui eu com meu amigo Melzer, que hoje está no ITA, que cumprimos a primeira prova da Head Hunters em gincanas. Era uma prova fácil, apenas um pote transparente totalmente coberto com papel, lacrado; tínhamos que descobrir o que estava dentro, sem romper o lacre... Moleza! Fomos no hospital e tiramos um raio X do pote - o que tinha dentro era um bisturi... Hauahauhauahuaaha....Eu não esqueço a emoção de estar com a prova cumprida, a correria pelas escadarias do colégio para entregar... Momentos inesquecíveis na vida, nessas horas que eu percebo como é bom ser gincaneiro...
Uma gincana inesquecível? Todas são inesquecíveis, mas a gincana de 2002, a primeira da Head Hunters, onde pisamos num solo totalmente desconhecido, onde a inscrição era R$25,00 por integrante, não mais R$200,00 por equipe como era no Bom Jesus. As discussões, o dinheiro que não existia, a decisão de não participar na última reunião oficial e de repente ao final da reunião, quando todos se despediam, O ESPÍRITO HEAD HUNTERS PREVALECEU: “VAMOS PARTICIPAR E PRONTO, O RESTO, A GENTE DÁ UM JEITO...” Durante uma semana inteira eu e meu amigo Mocelin, ligamos para todos perguntando se pagariam o preço da inscrição. Foi muito bom ouvir da boca de muitos...”PELA HEAD EU PAGO ATÉ R$50,00”. Foi onde eu pude perceber porque vale a pena ser Head Hunters. Eu sempre digo: “Ela não é uma equipe de gincana, ela é UM SENTIMENTO QUE TOCA NA ALMA E BATE NO CORAÇÃO...”.

* O maior "mico"...
O maior mico foi em 2001 quando estava com febre, dormindo no QG. Houve uma prova onde um integrante tinha que dançar mambo, só que caracterizado igual àquele cara da propaganda do cotonete que era todo azul e usava só uma toalha... Aí eu fiquei só de cuequinha naquele frio de julho para o pessoal me pintar e depois ainda tive que dançar no palco pra todo mundo ver...

* Gincaneiros do coração...
Todos aqueles que amam a equipe e fazem ela acontecer, estão no meu coração. Mas a maior de todas é a minha mãe, a Dona Elida - essa, sim, sempre que a coisa aperta está lá para ajudar: é a minha gincaneira do coração... 



* No Sul do Brasil, parece que gincana é uma febre... Por que a moçada curte tanto gincana por estas bandas?
É, realmente, aqui no sul tem muita gincana, a galera adora fazer gincana, quase todo final de semana tem caça ao tesouro, e mesmo as gincanas são bem agitadas. Gincana é um esporte diferente de todos que existem e tem espaço para todos - os mais velhos, mais novos, mais gordos, mais magros, todo tipo de pessoa pode participar de gincana, sempre você encontra o seu lugar... E depois que começa, meu amigo... Não dá mais para parar, dá para dar um tempo, esfriar a cabeça e dar uma relaxada, mas ficar sem gincana é difícil mesmo.
Um lado bom também: só permanece quem gosta, aquele que vem, participa uma vez e gosta de verdade, volta e quer mais... Já aquele que não curte muito, não vai pensar em voltar.
Acredito que todas as pessoas têm “um pouco de louco”, mas os gincaneiros sabem expressar isto bem melhor que qualquer um, e a toda hora... Afinal, não é sempre que se vê alguém de cueca tirando fotos pela cidade, imitando macacos em bares lotados ou recitando “batatinha quando nasce” vestido de Hulk, dentro de um bar, fazendo as coisas mais inesperadas em lugares inesperados com a maior naturalidade possível.

Sem comentários!!! Vejam o mico... ops! a tartaruga do século!!!
 
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